terça-feira, 29 de agosto de 2006

Noite


Nesse frio a noite cai.

Com um louco poder

De um amor afastado

Que o som se faz perder,

E nos faz compreender

Toda a situação.

 

Nesse frio a noite cai.

Sem notícia, sem mentira.

Com a verdade da paixão

Ou a pureza do orvalho:

Sincero, simples e humilde.

É desta forma que se vive.

 

Mas dos males o menor,

Pois o Sol ainda queima,

O céu é só um desejo,

Um beijo que a terra esconde

Como um gelo sobre a mão.

Nesse frio a noite cai.

 

 

                                           Victor Augusto

Olhos



Meus olhos se fecham.
Não quero pensar.
Em meu próprio susto,
Minha face é forçada
A novamente enxergar.

Estou cego de amor.
Esse amor de vida.
E que o pior,
Que me tortura de dor,
Deixa a mente abatida.

Esses olhos que se fecham,
São os mesmos que desfocam,
Fazendo uma lágrima rolar,
Vermelha e vermelhos a chorar...
Incontável o tempo que se passa...

São sempre os olhos,
Os culpados pelo sofrimento.
Talvéz se escute a verdade,
Mas por ser tão falho,
É obrigado a ver os momentos...

Os olhos não contenho,
Quando não quero vê-la.
O que ví me fez sofrer,
E é tudo o que tenho.
Mesmo sofrendo não quero perdê-la.

Os olhos não enganam.
Quando eles a vêem.
Tudo que desejo ver,
São aqueles olhos que amam,
E os sentimentos que os têm.


                                                        Victor Augusto