quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Mas por quê não voltar...

 

 


O que eu procurava,

Onde estava, eu não sei,

Buscava por algo,

Porém não encontrei.

Resolvi viajar,

Buscar, procurar,

Eu viverei.

 

E lá no distante

Novo lugar,

Uma nova busca,

Meu doce lar,

Mas ainda não sei

Se nesse mundo

Eu vou ficar.

 

Aqui, na fé,

Aonde meu pé,

Me carregar.

Mas eu sei,

Que a minha busca vai achar...

Mas por quê não voltar...

 

Quem disse que não dá,

Para no meu mundo eu encontrar,

A minha vida, minha razão

O meu lugar...

Mas por quê não voltar...

Quem disse que não vou,

Sair de onde agora estou,

Para acabar com o que

Um dia tudo começou...

Mas por quê não estou...

 

Como se eu não pudesse,

Encontrar um bom lugar,

Um lugar de alegria,

Para eu ficar.

Não importa

O quanto longe

Ele possa estar...

 

 

Cada passo que dou,

É um passo a mais,

Que me leva ao caminho,

Me encaminha à paz.

Sem lugar,

Sem sorriso, sem vida,

Nunca mais...

 

Mas por quê não voltar...

 

Não importa quem eu sou,

Não importa onde vou...

Tudo que me importa agora,

É que a busca terminou,

Meu lugar,

O local pra onde vou...

Mas por quê eu não vou...

 

Quem disse que não dá


Para no meu mundo eu encontrar,

A minha vida, minha razão

O meu lugar...

Mas por quê não voltar...

Quem disse que não vou,

Sair de onde agora estou,

Para acabar com o que

Um dia tudo começou...

Agora acabou...

 

 

                                              Victor Augusto

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Novamente só

 


Novamente sozinho...

Mais uma noite,

Outra dor no peito...

Estou sozinho de novo.

Por que?

Por que não posso ter aquilo,

Que mais quero?

Estou só...

 

Olho a minha volta,

E não vejo ninguém.

Não me vejo.

Não vejo alguém ao meu lado,

Como já pensei ter visto antes.

Mas agora,

Estou só...

Sozinho novamente...

 

As horas se passam...

Até quando isso irá durar?

Até quando irei buscar e não achar,

Companhia, afeto, carinho...

Ficarei só...

Sozinho novamente,

Contando o tempo passar,

Vendo a vida acabar...

 

Minha lamentação...

A dor dessa solidão,

Os sons da noite vazia,

São as minhas companheiras.

Contudo,

A boca se cala,

A dor aumenta,

Os sons se abafam...

Continuo sozinho....

 

Sombras marcam o caminho.

Sombras sem vida,

Sem compaixão e piedade.

Me deixaram só...

Abandonaram-me...

Esse é o meu pesar.

Assim eternamente ficar.

Ver o mundo girar...

Apenas a esperar...

Pra me confirmar,

Que estou sozinho novamente...

 

 

                                                    Victor Augusto